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Douglas DC-10

sexta-feira, 27 de maio de 2011

História:

DC-10/10, prefixo N127AA da Hawaiian Air (arrendado da American Airlines), fotografado em Los Angeles, em 31.07.2001.            O McDonnell Douglas DC-10, foi um novo marco na aviação de larga escala. Um trijato, ultramoderno, seguro e confortável para a sua época. A maioria das grandes empresas aéreas que se utilizavam de rotas transatlânticas, operaram o DC-10, também de muitos prestígio junto as operadoras de turismo e empresas cargueiras.
            A produção do primeiro modelo foi iniciada em Janeiro de 1968 e, em 1971 foi feita a primeira entrega dessa aeronave para rotas comerciais. A produção continuou até o ano de 1989, com 386 entregas na versão comercial e mais 60 na versão militar chamada de KC-10, para uso como cargueiro e avião-tanque de reabastecimento aéreo, totalizando com isso 446 aeronaves. As aeronaves militares foram todas para a Força Aérea dos Estados Unidos.
            A produção era na sede da Douglas, em Long Beach, Califórnia, e foram construídas 06 (seis) versões - DC-10/10, DC-10/15, DC-10/30, DC-10/40, DC-10/30F e DC-10 Conversível, para as séries 10, 30 e 40.
            A série 10, tinha autonomia para 6.112km, utilizava turbinas GE CF6-6 com 17.144kg. de empuxo cada e foi lançada em 29 de Agosto de 1970 e certificada pelo FAA em 29 de Julho de 1971. American Airlines e United Airlines iniciaram os vôos com essa aeronave em 05 de Agosto de 1971. A versão original era para 270 passageiros, 15 tripulantes, consumia 10.800 litros de combustível por hora e sua produção em série iniciou-se em Agosto de 1971.

DC-10/30, prefixo G-BYDA da cia. inglesa AirTours International, em Manchester (Inglaterra) - 12.01.2002.            No ano seguinte foi lançada a série 40, com turbinas JT9D turbofan da Pratt Whitney (única versão que utilizava esse motor com 53.000 libras de empuxo), 9.265km de autonomia e peso máximo de decolagem de 251,7 toneladas. No mesmo ano já estava em serviço regular.
            Em 1973 foi lançada a série 30, com turbinas CF6-50 da GE e raio de ação de 10.010km e 259,4 toneladas de peso máximo de decolagem. Nesse mesmo ano foi introduzida a versão conversível, podendo ser transformada em exclusivamente cargueira ou exclusivamente de passageiros em poucas horas. A versão "Convertible" poderia ser utilizada nas versões 10, 30 ou 40 - as disponíveis à época. Tinha capacidade para 453 metros cúbicos de carga ou acima de 380 passageiros em classe única. O DC-10/30 na sua versão original, levava 260 passageiros, 15 tripulantes e consumia 10.800 litros de combustível por hora de vôo e a versão ER (Extended Range), idem, mas com maior autonomia. O seu valor à época do lançamento era de US$ 49,25 milhões (DC-10-30ER) e US$ 43,70 milhões (DC-10-30).
            A série 15 foi lançada em 1979 e era uma aeronave mista (menor, de tamanho equivalente ao DC-10/10 e mais potente como o DC-10/30). Era ideal para operar a grandes altitudes, com capacidade total de carga e em aeroportos mais altos ou muito quentes, quando em geral as aeronaves não podem operar com sua capacidade máxima. Sua autonomia era de 7.010km.
            Em Maio de 1984, foi lançada a versão DC-10/30F - exclusivamente cargueira -, a pedido da Federal Express (FEDEX - maior empresa de carga aérea do mundo à época). A primeira entrega foi em 24 de Janeiro de 1986. Ela transportava 79.380 Kg de carga e tinha autonomia para 6.115 Km com carga máxima. Faz muito sucesso até hoje e várias aeronaves de passageiros foram convertidas em cargueiras, pois opera muita carga, com baixo custo operacional e em rotas mais longas, possuindo ainda, um valor agregado menor - com isso as prestações de financiamentos ou leasing se tornam menores - viabilizando o seu uso.
            Dos 17.144kg de empuxo da primeira turbina até 24.494kg para a última das versões, muitas modificações nesses motores foram efetuados. Apesar do aumento da potência, o consumo se manteve praticamente inalterado. Assim as aeronaves puderam voar a maiores distâncias ou transportar mais peso com o mesmo custo.
            O DC-10, foi a primeira aeronave certificada pelo FAA a atingir o "stage 3", de poluição sonora e do ar, demonstrando com isso a alta tecnologia das suas turbinas. As exigências internacionais nesse sentido também eram atendidas pelo DC-10. A VARIG foi a única empresa brasileira a operar essa aeronave. O primeiro voo desse avião com a bandeira brasileira, foi do Rio de Janeiro a Porto Alegre, transportando o então presidente da companhia, Sr. Rubel Thomas, empresários, políticos e convidados. Imediatamente depois ela entrou em serviço internacional, voando para Nova York, Tóquio, Paris e, posteriormente para toda Europa, América do Norte e Japão. No Brasil o DC-10/30 da VARIG operou durante muitos anos a rota São Paulo-Brasília-Manaus.
Os modelos vendidos foram, ma ordem: DC-10/30 (166); DC-10/10 (123); DC-10 militar "KC-10" (60); DC-10/40 (42); DC-10/30CF (25); D-10/30F (11); DC-10/10C (08); DC-10/15 (07); DC-10/30ER (03); e DC-10/30C (01). Os maiores clientes da Douglas - depois absorvida pela Boeing - foram: U.S. Air Force (60), United (47); American Airlines (35), Northwest (22), Japan Airlines (20); Continental (18), National - EUA (16), Swissair (13), Western Airlines (13), Fedex (11), KLM (11), Laker Airways - Bahamas (11), Lufthansa (11) e VARIG (10). A VARIG operou outros sete alugados de terceiros chegando, em determinado momento a utilizar 17 aeronaves desse tipo. Hoje várias delas foram transformadas em aeronaves cargueiras e a Força Aérea Holandesa adaptou algumas para uso cargueiro militar (DC-10/30F).
 
Especificações
DC-10/10
DC-10/15
DC-10/30
DC-10/40
Assentos (2 classes)
Assentos (classe única)
250
380
250
380
250
380
250
380
Capacidade de carga
130,7 m³
130,7 m³
130,7 m³
130,7 m³
Turbinas - empuxo em kgs.
PW - 18.144
PW - 21.092
PW - 23.133
PW - 24.494
Capacidade do tanque
82.134 Litros
100.859 Litros
138.720 Litros
138.720 Litros
Peso máximo de decolagem
195.045 Kg
206.385 Kg
259.459 Kg
251.701 Kg
Velocidade máxima
965 Km/hora
965 Km/hora
965 Km/hora
965 Km/hora
Comprimento
55,5 m
55 m
55 m
55 m
Largura entre as asas
47,3 m
47,3 m
50,4 m
50,4 m
Altura
17,7 m
17,7 m
17,7 m
17,7 m


Fonte: Portal Brasil

Douglas M D - 1 1

terça-feira, 24 de maio de 2011

História:
MD-11, prefixo N1767A da American Airlines, em Dallas (Estados Unidos) - Junho/2001.            O MD-11, foi o mais moderno trijato existente no mercado de cabina larga (chamada wide body) - os outros mais conhecidos eram o DC-10, L-1011 e o B727. Ele era produzido em Long Beach, na Douglas Products Division (antiga sede da McDonnell Douglas - adquirida pela Boeing). Possuía o que existia de mais moderno em navegabilidade e sistemas e foi projetado para rotas de longa distância e grande tráfego de passageiros e cargas.
            Essa aeronave foi fabricada em 04 (quatro) versões - Passageiros, Cargas, Passageiros/Cargas e Convertido. A opção de ER (extended range) estava disponível em todas as versões. Uma série de configurações internas foram disponibilizadas, que vão de 285 assentos (três classes) até 410 lugares (classe única). O peso máximo de decolagem era de 273.290 kg (285.990 kg na versão ER) com um raio de ação de 12.270 km (13.230 km na versão ER) com todos os 285 lugares ocupados, apropriado para longos voos intercontinentais. As opções de turbinas eram três: Pratt & Whitney, General Electric e Rolls Royce.
MD-11, prefixo PP-VQF da VARIG, em Porto Alegre - 30.06.2001.           

A América do Sul possui algumas empresas operando essa aeronave, em razão da distância e do volume de tráfego de passageiros e cargas indo e vindo do continente para a Europa, Ásia e América do Norte. Além disso o raio de ação para vôos non-stops e o baixo consumo proporcional de combustível substitui, com vantagens, o B-747. Foram vendidas 200 aeronaves MD-11, sendo 131 MD-11 padrão, 59 MD-11F (cargueiros), 05 MD-11ER e 05 MD-11C. Somados aos 446 DC-10 (mesma plataforma) esse tipo de aeronave vendeu 646 unidades. Seus maiores clientes foram: Fedex (22), American Airlines (19), Swissair (16), Delta (15), Lufthansa (14), Eva Air - Taiwan (11), Jan Airlines (10) e KLM (10). A VARIG e a VASP utilizaram, cada uma, 04 novas aeronaves MD-11, todas com turbinas General Electric.



ESPECIFICAÇÕES:
MD-11/MD-11ER
MD-11C/MD-11C-ER (3)
MD-11CF-ER (4)
MD-11F-ER
Assentos (3 classes)
Assentos (Classe única)
285
410
181
214
285
410
-
Raio de ação máximo (1)
12.270/13.230 Km
10.445 Km
12.655/7.310 Km
7.310 Km
Peso máximo de decolagem
273.290/285.990 Kg
273.290/285.990 Kg
285.990 Kg
285.990 Kg
Turbinas - empuxo (2)
(Potência medida em kgs)
PW - 62.000
GE - 61.500
RR - N/I
PW - 62.000
GE - 61.500
RR - N/I
PW - 62.000
GE - 61.500
PW- 62.000
GE - 61.500
Capacidade de combustível
146.155 Litros
146.155 Litros
146.174 Litros
146.174 Litros
Capacidade de carga
194 m³
102 m³
194 m³/447 m³
447 m³
Velocidade máxima
945 km/hora
945 Km/hora
945 Km/hora
945 Km/hora
Comprimento
61,2 m
61,2 m
61,2 m
61,2 m
Largura de asa a asa
51,7 m
51,7 m
51,7 m
51,7 m
Altura
17,6 m
17,6 m
17,6 m
17,6 m



(1) O Raio de ação do MD-11CD-ER é respectivamente de 12.655 Km (quando transformado para versão de passageiros) e de 7.310 Km (quando na versão exclusivamente cargueira), em razão do peso e consumo.
(2) Turbinas disponíveis: PW (Pratt Whitney), GE (General Electric) - Estados Unidos e RR (Rolls Royce) - Inglaterra.
(3) O MD-11C (Combi), possui disponibilidade de espaço para 6 pallets e 181/214 assentos (equipamento misto).
(4) Os dados de raio de ação máximo e capacidade de carga estão na ordem versão passageiros/versão cargueira, respectivamente.

Fonte: Portal Brasil