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Boeing 2707 SST: como seria o "Concorde" americano?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

No início da década de 1960, o mundo mal tinha entrado na era do jato. Os Boeing 707 e Douglas DC-8 eram ainda quase novidade no mercado, e estavam revolucionando a aviação, pois praticamente duplicaram a velocidade dos voos comerciais quando foram introduzidos.
 

Mas uma nova revolução estava em curso. O próximo passo seria introduzir aviões supersônicos em serviço. Na aviação militar, os supersonicos já voavam há anos, e parecia mera questão de tempo para que os então novíssimos 707 e DC-8 fossem relegados ao transporte de carga, enquanto os passageiros cruzariam os céus duas vezes acima da velocidade do som.
 

A Boeing estudava o projeto de uma aeronave comercial supersônica desde 1952, e por volta de 1958, estabeleceu um comitê de engenharia que propôs uma grande variedade de configurações para o denominado Projeto 733. A configuração de asas em delta era a favorita, mas até mesmo uma asa de geometria variável, cujo enflechamento variava com a velocidade foi proposta.

Por volta de 1960, um milhão de dólares já tinham sido investidos em tal projeto.Entretanto, os estudos e pesquisas caminhavam calmamente, e não parecia haver intenção de produzir um grande supersônico comercial em futuro próximo.
 
 

Tudo isso mudou subitamente em 1962, quando se tornou evidente que a empresa britânica Bristol Aeroplane Company e a francesa Sud Aviation estavam formando um consórcio binacional para produzir o primeiro supersônico comercial. Em novembro desse ano, o consórcio anunciou que construiria uma aeronave denominada Concorde. Os americanos ficaram em pânico, pois todo mundo achava que, nas décadas seguintes, os aviões de passageiros seriam todos supersônicos, e os europeus estavam claramente disparando na frente.

Reagindo ao projeto europeu, em 5 de junho de 1963, o Presidente americano John F. Kennedy anunciou a criação do programa National Supersonic Transport, no qual o governo iria subsidiar em até 75 por cento os custos de desenvolvimento de uma aeronave supersônica comercial capaz de enfrentar a "ameaça" do Concorde.

Na verdade, os americanos eram mais ousados, e não pretendiam simplesmente oferecer um simples concorrente do Concorde: o supersônico americano deveria levar 250 passageiros , mais que o dobro da capacidade do Concorde, e voar entre Mach 2,5 e Mach 3, com um alcance de mais de 7 mil Km.
 
 

Os projetistas do Concorde limitaram deliberadamente a velocidade da aeronave a Mach 2,2, pois essa era a velocidade máxima suportada por uma aeronave construída em ligas de alumínio. Em velocidades supersônicas mais altas, o aquecimento dinâmico, resultante da compressibilidade e do atrito com o ar, poderia comprometer a resistência estrutural do alumínio, e construir a aeronave em ligas de aço inoxidável ou titânio, mesmo que tecnicamente viável, seria proibitivamente caro.

Os americanos, no entanto, tinham uma vantagem técnica nesse assunto. A North Americam tinha produzido um protótipo de bombardeiro capaz de atingir Mach 3, o XB-70 Valkyre, e que tinha o alcance de 7 mil Km voando a 77 mil pés. Esse avião utilizou-se largamente de ligas de aço inoxidável em sua construção, para superar as limitações das ligas de alumínio, e o mesmo poderia ser feito no novo supersônico comercial americano.

Ainda que o projeto XB-70 tivesse sido cancelado prematuramente devido ao desenvolvimento de eficientes sistemas de mísseis terra-ar, seus dois protótipos foram mantidos em serviço, como banco de testes para o desenvolvimento de aeronaves civis de alta velocidade, pela NASA. O Concorde parecia estar muito próximo de ser superado antes sequer que fizesse seu primeiro voo.

Na concorrência para o projeto National Supersonic Transport. participaram os fabricantes de aeronaves North American, Lockheed e Boeing, e os fabricantes de motores Curtiss-Wright, Pratt & Whitney e General Eletric. Os projetos preliminares foram apresentados ao FAA - Federal Aviation Administration, em 15 de janeiro de 1964. O projeto da North American consistia praticamente em um XB-70 ampliado e com fuselagem mais larga, e o da Lockheed em uma aeronave bastante similar ao Concorde, mas de maior tamanho. A North American e a Curtiss-Wright acabaram eliminadas da concorrência antes da apresentação final dos projetos.
 
O projeto da Boeing, o Model 733-197, também denominado Model 2707, apresentava asas de geometria variável. Quatro motores turbojatos com pós-combustores seriam montados abaixo das asas em naceles individuais. A designação 2707 ficou mais conhecida pelo público, embora a Boeing continuasse a se referir ao modelo como Model 733.

Com a eliminação da Curtiss-Wright, os fabricantes de células foram instruídos a selecionar um dos dois motores restantes na competição, e a Boeing aproveitou para dar um upgrade no seu projeto, pois a fuselagem foi ampliada e os motores foram reposicionados logo abaixo dos estabilizadores. As asas ficavam em tal posição que, em alta velocidade ,praticamente se juntavam aos estabilizadores horizontais, formando um desenho em delta. Tal modificação criou o modelo 733-290.

A FAA solicitou às empresas concorrentes que refinassem seus projetos para a seleção final, que aconteceu em setembro de 1966, e a Boeing apresentou nessa seleção um novo modelo, denominado 733-390, dessa vez com capacidade para 300 passageiros. A Boeing foi finalmente declarada vencedora da concorrência, em 31 de dezembro de 1966. Os motores selecionados foram os enormes General Eletric GE4/J5 (foto acima),  com eixo único e pós combustores. Foram os mais poderosos motores do seu tempo, capazes de fornecer 50 mil libras-força de empuxo sem pós-combustão e 65 mil libras-força, com pós-combustão.
 

O Model 733-390 era um projeto muito interessante e inovador. Seria uma aeronave wide-body, de dois corredores, com poltronas dispostas em 7 fileiras em configuração 2-3-2, consideravelmente mais larga do que qualquer avião então em serviço, já que o Boeing 747 ainda não estava voando.

O avião teria refinamentos que somente seriam encontrados nos aviões décadas mais tarde. Os 247 passageiros da classe turística teriam telas de vídeo na razão de uma para cada seis assentos, logo abaixo dos bins, e os 30 passageiros da primeira classe seriam contemplados com uma tela de vídeo para cada dois assentos. Entretanto, como o avião voaria acima do FL 700, as janelas eram muito pequenas, apenas 6 polegadas, embora o painel interno tivesse 12 polegadas para dar a ilusão de maior tamanho..
 
A Boeing previa que, assim que o projeto fosse liberado, que poderia começar a construir os protótipos já no começo de 1967, e que o primeiro voo poderia ocorrer no início de 1970. A certificação e entrada em serviço estavam previstos para meados de 1974.

Tão logo os engenheiros começaram os trabalhos, apareceram os primeiros problemas. O sistema de geometria variável logo demonstrou ter peso inaceitável, e em outubro de 1968 a Boeing foi forçada a eliminar o sistema em favor de uma asa fixa em delta. A capacidade de passageiros foi reduzida para 234 assentos. O modelo resultante dessas alterações foi denominado Boeing 2707-300. A construção de um novo mock-up de madeira em escala integral e de dois protótipos foi iniciada em setembro de 1969. O projeto já estava com dois anos de atraso, e o Concorde franco-britânico, a essa altura, já tinha feito seu primeiro voo com sucesso, em 2 de  março do mesmo ano.
 
O projeto do 2707 não ia bem. A Boeing fez um filme promocional, enfatizando que em pouco tempo o custo de produção seria absorvido, e que os novos aviões comerciais que então entraram em serviço, como o McDonnell-Douglas DC-10 e o 747, da própria Boeing, seria apenas modelos transitórios, antes da grande era supersônica.

Na verdade, os supersônicos sofreram grande oposição, especialmente por parte dos ambientalistas. O maior problema era o estrondo sônico, que resulta da onda de choque produzida pela aeronave quando a mesma ultrapassa a velocidade do som. Um "Manual do Boom Sônico", escrito por William Shurcliff, afirmava que um único vôo “deixaria uma zona de estrondo de 50 milhas de largura por 2.000 milhas de comprimento”, que causariam sérios problemas para a população e meio ambiente na área sobrevoada. Outros ambientalistas afirmavam que os óxidos de nitrogênio emitidos pelos motores em grande altitude poderiam afetar a camada de ozônio da estratosfera. Moradores das imediações dos aeroportos se juntaram aos opositores do projeto, pois motores com pós-combustão são realmente ensurdecedores na decolagem.

Testes de voo supersônico sobre regiões habitadas dos Estados Unidos, com as aeronaves de pesquisa XB-70, confirmaram problemas para as áreas sobrevoadas. A cidade de Oklahoma City foi sobrevoada a grande altitude por um XB-70, em 1965, e nada menos que 9594 queixas foram registrada pelas autoridades contra o ruído produzido pelo avião.

Logo, voos supersônicos foram proibidos sobre todo o território dos Estados Unidos. Normas de limitação de ruído de aeronaves foram publicadas, o que praticamente inviabilizava a operação do Boeing SST em aeroportos americanos. O projeto parecia cada vez mais fadado ao fracasso.

No Congresso dos Estados Unidos, os parlamentares de esquerda também se opunham a projetos que subsidiavam empreitadas privadas com dinheio público. O projeto do SST precisava de mais dinheiro, mas as fontes estavam secando.

Finalmente, em 1971, embora o encerramento do projeto pudesse causar a demissão de mais de 13 mil empregados envolvidos diretamente no projeto, o Congresso votou contra novos subsídios necessários para a conclusão do SST, ainda que o governo Nixon apoiasse fortemente o programa. A votação foi apertada, 215 votos contra 204 a favor do SST. O SST americano estava morto.

A essa altura, 115 aeronaves SST já haviam sido encomendadas por 25 empresas aéreas, contra 74 aeronaves, por 16 empresas, que encomendaram o Concorde. A Boeing acabou demitindo, por conta do encerramento do projeto SST, outros contratos governamentais e redução da demanda comercial, mais de 60 mil trabalhadores. O SST ficou conhecido como "o avião que quase comeu Seattle".

Os dois protótipos em construção jamais foram terminados. O Boeing 2707 SST acabou virando, de certa forma, um tabu dentro da empresa. O Museu da Boeing possui uma seção de aeronaves supersônicas, mas a grande estrela do museu é justamente um Concorde, que está muito perto do edifício onde foi construído o mock-up do B2707 SST, que seria seu grande concorrente. No Museu, quase nada existe sobre o SST.

De certa forma, o fracasso do Boeing 2707 SST veio em boa hora. As aeronaves supersônicas de passageiros jamais foram viáveis economicamente. Os árabes, durante a Guerra do Yon Kippur, em 1973, impuseram o "Choque do Petróleo", evento que, por si só, determinaria a morte de qualquer sonho de voos supersônicos de passageiros pelo mundo afora. O jato russo Tupolev Tu-144 teve vida curta em serviço, e o Concorde, subsidiado pelos governos da França e do Reino Unido, permaneceu em serviço de 1976 a 2003, num serviço altamente restrito e de elite, e mais como um tributo à capacidade técnica européia do que como serviço comercial economicamente viável.

O projeto do SST deixou um importante legado técnico à Boeing e à aviação como um todo, especialmente suas asas de perfil supercrítico, hoje usadas amplamente na aviação civil. Seattle sobreviveu ao SST, pois a Boeing logo se recuperou, na esteira do sucesso dos Boeing 747 e 737, dois dos maiores sucessos da aviação comercial na história. O Concorde também deixou seu legado, pois do projeto binacional nasceu o grupo Airbus, hoje o principal concorrente da Boeing.
 
 Um dos mock-ups de madeira do 2707 ficou exposto em Kissimmee, na Flórida,  entre 1973 a 1981. Atualmente está em exposição no museu da aviação Hiller, em San Carlos, Califórnia. Os protótipos inacabados viraram sucata.

O voo comercial supersônico hoje parece muito distante, devido às implicações ambientais e ao seu próprio custo, hoje quase proibitivo. O Boeing 2707 SST seria uma aeronave fascinante, e é realmente uma pena que nunca tenha voado, sequer como protótipo. O Concorde, quando deixou de voar definitivamente em 2003, deixou no ar uma impressão de retrocesso tecnológico, pois há poucos anos atrás era possível sair de Londres no começo da noite para jantar em Nova York, e hoje isso não passa de um sonho.
 
Fonte: Cultura Aeronáutica

MAYDAY - DESASTRE AÉREOS

sábado, 25 de junho de 2011

6 de agosto de 2005. O vôo 1153 da Tuninter segue para a ilha resort de Djerba, na Tunísia. Ao sobrevoar o Mediterrâneo, a aeronave subitamente perde o seu motor direito. À medida que o piloto inicia um pouso de emergência, sua situação fica ainda pior. O segundo motor também pára de funcionar e a aeronave começa a cair no mar. Apesar das inúmeras tentativas, o piloto não consegue religar os motores. Em um ato desesperado, ele tenta pousar no mar. Vinte pessoas sobrevivem. No entanto, 14 dos 34 passageiros a bordo morrem.

Os investigadores descobrem um erro chocante que poderia afetar um dos turbo-jatos de passageiros mais populares do mundo.









MAYDAY - DESASTRE AÉREOS

sábado, 28 de maio de 2011

Episódio: FORA DE CURSO

1º de janeiro de 2007. Após decolar do Aeroporto Suribaya, na Indonésia, o vôo 574 da Adam Air se prepara para uma viagem de duas horas até Manado. O Boing 737 leva passageiros que aproveitam uma promoção de Ano Novo. Pouco depois, em algum lugar sobre o Mar de Java, a aeronave passa por uma turbulência e os controladores de tráfego aéreo percebem que o avião está a centenas de milhas fora do curso, seguindo em direção a uma grande tempestade. Os controladores entram em contato com a aeronave perdida e tentam guiá-la de volta ao curso, mas os sistemas de navegação do avião não estão funcionando e a tempestade se aproxima ainda mais. A tripulação se esforça para encontrar o curso quando subitamente o vôo 574 desaparece do radar. As equipes de resgate procuram a aeronave em uma parte do mar correspondente ao tamanho da Irlanda. Mas é um pescador que encontra o primeiro pedaço dos destroços. Não há esperança de sobreviventes 102 pessoas morrem. Depois de meses discutindo quem irá pagar a operação de resgate, os investigadores finalmente recuperam as gravações de voz e dados da aeronave. 


Por fim, a investigação resulta em medidas drásticas, além de reformas em larga escala na indústria aérea da Indonésia.











MAYDAY - DESASTRE AÉREOS

sábado, 21 de maio de 2011

TriStar Television

Estaremos exibindo semanalmente os episódios da Série Mayday - Desatres Aéreos do NatGeo.


Episódio: Colisão Fatal


12 de novembro de 1996. Pouco depois de decolar de Nova Delhi, o vôo 763 da Saudi Airways nivela em 14.000 pés. Enquanto o piloto aguarda autorização para subir para a altitude de cruzeiro, o avião é atingido por um jato da Kazakhstan Airlines. A colisão danifica as duas aeronaves, que caem em espiral, matando todas as 349 pessoas a bordo. Esta é a pior colisão aérea na história da aviação. As duas aeronaves caíram em uma distância de oito quilômetros uma da outra. À medida que os investigadores procuram evidências em meio aos destroços carbonizados, eles tentam responder perguntas preocupantes: Por que os dois aviões se chocaram? Quem é o culpado? Eles podem evitar um acidente como este antes que aconteça de novo?




Parte 02



Parte 03



Parte 04



Parte 05



AEROFLOT SE RENOVA

segunda-feira, 16 de maio de 2011


A companhia aérea de bandeira russa Aeroflot espera adquirir 50 aeronaves A350 da Airbus como plano de expansão de sua frota, disse o CEO Vitaly Schorlyev ao Primeiro Ministro Vladimir Putin.

“Nós esperamos receber 50 aeronaves A350 da Airbus" disse Savelyev, de acordo com a agência de notícias RIA.

No entanto, Putin reclamou que o executivo deveria adquirir mais aeronaves fabricadas localmente.

“Nós já adquirimos eles,” disse Savelyev numa parte da entrevista divulgada numa entrevista no canal de televisão Russia-24.

“Não o suficiente,” replicou o primeiro ministro. “A Rússia está desenvolvendo o MC-21 para competir no mercado com as aeronaves 737 e A320″.

NOVO LIVERY UNITED

domingo, 6 de março de 2011

A United Continental apresentou o primeiro exemplar do maior avião de sua frota, o Boeing 747-400



Com capacidade para 347 passageiros, a aeronave foi pintada com as novas cores da companhia.

O trabalho de aplicação da nova marca será acelerado nos próximos meses e poderá ser visto também nas instalações nos aeroportos e na nova publicidade da empresa.

A380 NO GALEÃO

A Infraero publicou, no Diário Oficial da União, o aviso de abertura de licitação para as obras de alargamento do sistema de Pistas de Pouso e Taxiamento do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antônio Carlos Jobim.



Trata-se de um investimento de R$ 45,8 milhões para aumentar a largura da Pista de Pouso e Decolagem 10/28, que passará de 45 para 60 metros de largura, além de novos acostamentos nas pistas de taxiamento, que terão mais dois metros de largura, passando de 23 para 25 metros, o que ampliará a capacidade manobra de aeronaves, possibilitando operações como a do Airbus A380.

A escolha da empresa que executará os serviços será por meio de concorrência internacional, sendo que a abertura da sessão para recebimento de propostas ocorrerá no dia 17/3, às 9 horas, na Sede da Infraero, em Brasília (DF).

Até lá, a Infraero fará reuniões com as empresas aéreas que operam no aeroporto para discutir as intervenções nos aeroporto e minimizar a interferência nas operações. “Esses serviços vão ampliar a capacidade operacional do Galeão para receber grandes aeronaves, oferecendo o máximo de segurança nos procedimentos de taxiamento, pouso e decolagem”, avalia o superintendente regional do Rio de Janeiro, Lucínio Baptista da Silva.

AIRBUS NEO A320

A Airbus não pretende “inventar a roda” com a proposta A320 New Engine Option – NEO, e garante que a modificação entrará em serviço em 2015. No entanto, foi frisado mais uma vez que a decisão sobre os novos motores só deve sair no final do ano.

A Airbus está em conversações com a CFM International e a Pratt & Whitney sobre seus motores avançados, o Leap X e o GTF, respectivamente. Tom Williams, VP de Programas, afirmou, com veemência, que a Airbus não fará os mesmo erros do A350, que começou apenas como uma remotorização do A330 e acabou se tornando um novo avião, de prostrado desenvolvimento. “A Airbus tem que ser disciplinada e não entrar na mesma espiral com o A320 NEO”, disse Williams. Williams acredita que a Airbus e os fabricantes de motores “têm uma janela de oportunidade” para explorar com o A320 NEO e que propostas muito complexas ultrapassariam o prazo de 2015 e poderiam inviabilizar o business case.

A Airbus está examinando as mudanças estruturais necessárias para acomodar os novos motores, mas o foco é que essas sejam mínimas. Williams afirmou que os novos motores são potencialmente 300kg a 400 kg mais pesados que os CFM56 e V2500 atuais. A maior potência e os bocais mais amplos também “dão alguns problemas aerodinâmicos”, disse Williams.

A primeira imagem oficial do A320 NEO mostra também que os sharklets virão de fábrica, como esperado.

O trem de pouso também será reforçado, mas de maneira a “evitar mudanças significativas” no projeto, disse o VP. O mesmo se aplica aos suportes dos motores e a parte externa das asas, que serão reforçadas – contudo, nada deverá mudar na seção central, especialmente na ligação das asas com a fuselagem.



Acima, a cara do “novo” A320, reproduzida do site da Flight International.

Fonte: Jetsite

BOEING CONDENADA

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Organização Mundial do Comércio (OMC) condena Boeing por receber doações ilegais



A Organização Mundial do Comércio (OMC) anunciou nesta segunda-feira (31/01) que considera ilegais os subsídios que o fabricante norte-americano Boeing recebeu do governo de seu país durante muitas décadas. Para a entidade, o incentivo distorceu a concorrência e gerou um impacto negativo sobre os concorrentes europeus da empresa. De acordo com a organização, os efeitos vão perdurar durante muito tempo, colocando a Airbus em desvantagem.

Algumas das resoluções do relatório final que deve ser divulgado em algumas semanas são: A Boeing só conseguiu lançar o 787 por conta dos subsídios ilegais. O avião acumula três anos de atraso na entrega; O fabricante recebeu, pelo menos, US$ 5 bilhões de investimento público ilegal; Outros US$ 2 bilhões que a Boeing deve receber também foram considerados ilegal; O prejuízos obtidos vão muito além do valor recebido pela Boeing. A OMC também deu ordens para que a ajuda ilegal cesse.

A Airbus comemorou a decisão. “Os resultados obtidos pela European Commission e pelo Member States foram excelentes”, afirmou o responsável pela área de Assuntos Públicos e Comunicação da Airbus, Rainer Ohler. “Acreditamos que a OMC demorará alguns anos para resolver essa disputa, assim como acontece com vários conflitos. A solução só chegará por meio de negociações. O mito de que a Boeing não recebeu ajuda ilegal acabou, por isso nós esperamos que as negociações comecem a avançar”. Quanto aos prejuízos obtidos pela Airbus, o fabricante europeu estima que teve um prejuízo de, pelo menos, US$ 45 bilhões em razão de vendas perdidas.

A atual sentença é consequência da denúncia apresentada pela União Europeia em 2007 junto à OMC, na qual era dito que os subsídios a Boeing totalizavam quase US$ 24 bilhões.

Paralelamente, a Organização se posicionou no final de junho do ano passado contrária a outras ajudas públicas recebidas pela Airbus por parte dos Governos europeus, resultado nesse caso de uma denúncia prévia dos Estados Unidos.

Em seu primeiro veredicto de mais de 1.000 páginas apresentado em 30 de junho, a OMC estabeleceu que os empréstimos alemães, espanhóis e britânicos para o Airbus A380 constituem "subvenções proibidas para a exportação".

Fonte: AERO MAGAZINE